Quer me fazer feliz? Arruma uma mesa em um boteco qualquer e me convida. Se você é deficiente como eu e tem esse mesmo gosto, aqui vai um conselho, NUNCA INGIRA BEBIDA ALCOÓLICA EM UM BAR, EVITE CONSTRANGIMENTOS!

Uma vez fui convidado por uma amiga para ir a um bar. No que eu chego, vejo só mulher gatíssima mesmo, uma mais linda que a outra. Além disso, percebo que sou o único homem da mesa. Na hora que fiz essa análise, pensei: “É hoje que me consagro”! O problema é que, nessa época, eu era “bocózão” e achava que ficar bêbado, me deixava chique. Pedi um drink e tomei numa talagada só.

No instante que eu sequei o copo, meu rim mandou uma mensagem no “zap zap” para o meu cérebro: “Ele tá achando que é o cara! Vou ‘baixar a bola’ dele e vai ser agora”! Pronto! Foi o que bastou para começar um tsunami na minha bexiga. Eu dava pirueta na cadeira de tanta vontade fazer xixi, juro para vocês. Minha sorte foi que encontrei um amigo de infância que topou me ajudar e me conduzir até o banheiro.

Mas, os problemas estavam longe de terminar. No momento em que avistei o WC, percebi que teria problemas. O dono do bar criou um negócio diferente, ele pegou uma caixa de fósforo, colocou um vazo sanitário dentro e chamou de banheiro. Que surreal! A questão não é só o deficiente, se a pessoa andasse, mas tivesse um peso superior a 48 kg e uma altura maior que 1,50 metros, ela também não entraria.

O que teve que acontecer? Eu tive que me ajeitar, exatamente no local de maior movimento do bar. Confesso que isso me causou um “embaralhamento mental”: eu uso só a mão esquerda para tudo, a direita é meramente ilustrativa no corpo e, nessas ocasiões, eu costumava utilizar um recipiente de alguma coisa para fazer o papel dos famosos “papagaios” hospitalares.

Como eu estava no lugar onde mais passava gente, fiquei perdido, não sabia se usava a canhota para direcionar o “júnior” dentro do pote, ou para impedir que os outros frequentadores vissem os detalhes da cena. O que é mais incrível é que, com isso tudo rolando, sua situação se torna mais interessante que abertura de Olimpíada. TODO MUNDO te olha! O cara que estava comendo, enfiou a garfada de picanha com queijo no olho de tão entretido que estava com a “quizomba” em que eu estava envolvido, algo realmente constrangedor.

Com o nervosismo, acabei tremendo a mão e não consegui interromper o ato. O “jato” de xixi bateu nos quatro cantos do bar, menos no pote, que era o destino desejado. Interessante foi ver, de relance, o clima na mesa em que eu estava. As meninas me olhando como quem vê um cachorro pulguento e surrado na rua: “Oh, coitadinho! Que dó!!”

Viram? É por isso que eu repito: NÃO É PRA BEBER! Entenderam ou querem que eu desenhe?


Gabriel Pereira

Trinta anos, jornalista, escritor, sãopaulino semi-fanático, solteiro "sem alternativa", "quase ex-gordo" , amante de política (por incrível que pareça), filho mais novo da Dona Paula e do "Crovão", sobretudo, um cara que abomina Coxinhas Muito Coxinhas "Esquerdinhas muito esquerdinhas" , o mimimi e o politicamente correto.

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