A oferta de oportunidades no mercado de trabalho para pessoas com deficiência vem crescendo a cada dia, impulsionada por uma lei que obriga as empresas com mais de 100 funcionários a terem de 2 a 5% do seu quadro ocupado por pessoas com deficiência.

Essa lei vem favorecendo milhares (+300mil) de pessoas que tinham que lidar com o critério como demérito, em função de uma disputa pela vaga, o que tornava o acesso ao mercado de trabalho quase impossível. (salvo algumas pessoas mais esclarecidas e sensíveis a causa) Desta forma, vale mencionar, são importantes as implementações de políticas públicas, que ofereçam meios do cidadão com deficiência trabalhar e prover seu sustento.

Ocorre que a lei sem a política pública tem gerado alguns inconvenientes para o processo, onde grandes empresas, não conseguem preencher suas cotas, alegando periculosidade e outras questões, sem vislumbrar a hipótese de fazer essas colocações em outros setores, como administrativos ou executivos, por exemplo.

No entanto é fácil nos depararmos, nas redes sociais e outras mídias, com anúncios de PCDs uniformizadas e felizes; como haveriam de estar, dentro da realidade de desigualdade de oportunidade que enfrentam todos os dias. Mal sabem, a maioria das vezes, que se trata de colocação para o cumprimento da lei, onde a principal função desse bem intencionado trabalhador, na maioria das vezes; é servir de material de marketing para a empresa.

Muitas vezes são/somos colocados para executar tarefas onde o esforço físico poderia inviabilizar a função, analisando em médio e longo prazo a questão da saúde e bem estar. Não esquecendo o quanto essa questão pode afetar a autoestima; uma vez que ele é colocado inadequadamente em atividades, que expõe e qualifica a sua maior fraqueza; mais que a deficiência, mas a dificuldade que ela impõe, enquanto existem outros talentos e potenciais a serem explorados, sem que se cometa essa agressão.

“Há alegações de empregadores que não encontram profissionais capacitados para exercer as atividades na empresa, o que, por si só, não justificaria a não contratação, já que pela intrínseca responsabilidade social da empresa, o treinamento e a capacitação da mão de obra, deve se fazer presente.” Márcia Gori – coordenadora no Setorial Municipal da Pessoa com Deficiência e presidente na ONG “Essas Mulheres”

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) Nacional, Isocial e Catho realizada com 2.949 profissionais do setor apontou que 81% dos recrutadores contratam pessoas com deficiência “para cumprir a lei”. Apenas 4% declararam fazê-lo por “acreditar no potencial” e 12% o fazem “independente de cota”. Para Teresa Amaral, superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência, este é um dos principais problemas da inclusão desses profissionais no mercado de trabalho no país.

http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2014/11/81-contratam-pessoas-com-deficiencia-so-para-cumprir-lei.html

 

grafico mostra que 81 porcento das empresas contratam pessoas com deficiencia para cumprir cotas

Solucões em Inclusão Social Percepção RH  Acessibilidade 65% Foco exclusivo no cumprimento de cotas 42% Falta de preparo dos gestores 34% Baixa qualificação das PcDs 33% Poucas oportunidades 33% etc..  Percepção PcD  Oportunidades ruins 46% Poucas oportunidades42% Foco exclusivo no cumprimento 26% etc...  Fonte: Pesquisa Profissionais de Recursos Humanos (atual) de RH Há muitas diferenças entre o que o RH entende como barreira para as PcDs ingressarem no mercado de trabalho, comparado com as próprias PcDs. 9% Fonte: Pesquisa -Pessoa com deficiência (i.Social 2013)  Pergunta: Indique as TRES maiores barreiras para as pessoas com deficiência no mercado de trabalho de acordo com a sua percepção. PARCERiA APOIO CATHO ABRH-NACIONAL

 CONTRIBUIÇÕES PARA A INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA NO MERCADO DE TRABALHO  Solucões em Inclusão Social  Incentivos para capacitação de pessoas com deficiência 66% Campanhas de conscientização 64% Incentivos fiscais para as empresas que contratam pessoas com deficiêncica 55% Incentivos para as empresas investirem em acessibilidade 43% etc..  As contribuições mais citadas para a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho demonstram o desejo por  contrapartidas sociais para incentivar a empregabilidade das PcDs. APOIO Pergunta: Veja as opções abalxo e marque os TRES itens que poderiam contribuir melhor para a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. CATHO ABRH-NACIONAL

Fonte: http://isocial.com.br/

É preciso refletir acerca dos caminhos do emprego inclusivo; pelas vias da oportunidade ou oportunismo das empresas?

Em 2015, o projeto Asa de Borboleta Performance Art (curtam nossa página no facebook), através da arte levou esse tema para as ruas. Confiram o resultado no link https://www.youtube.com/watch?v=NkJeVrcQ4I8&t=3s.

Através da vitrine, quanto mais a deficiência é visível, tanto mais é exposto o trabalhador, as fragilidades do sistema, a precariedade das empresas, à deterioração dos valores.

 

INFORMAÇÃO ADICIONAL

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991, lei de contratação de Deficientes nas Empresas.  Lei 8213/91, lei cotas para Deficientes e Pessoas com Deficiência dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência e dá outras providências a contratação de portadores de necessidades especiais.

Art. 93 – a empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência, na seguinte proporção:

– até 200 funcionários……………… 2%
– de 201 a 500 funcionários……….. 3%
– de 501 a 1000 funcionários……… 4%
– de 1001 em diante funcionários… 5%

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Vanessa Cornélio

Cadeirante há mais de duas décadas, Vanessa encontrou nas artes cênicas um meio eficaz para questionar e refletir sobre os estereótipos que povoam o universo da pessoa com deficiência.