Vamos continuar desnudando a verdade. Mulheres, não se iludam pensando o contrário para vocês não sofrerem: o melhor amigo de um homem, foi, é e será sempre o controle remoto. Todo “macho”, como é meio burro, encara esse artigo, não sei por qual razão, como símbolo da liberdade masculina.

Já no meu caso, vivo uma relação de amor e ódio com esse eletrodoméstico. Os caras normais levantam, pegam o controle, deitam, esticam o cotovelo e mudam o canal. Como não consigo fazer isso, chamo alguém, a pessoa coloca o controle no meu peito e vaza. O problema é que, quase sempre, o indivíduo que te ajudou, pôs o negócio em uma posição que, nem que você aperte quinze vezes o botão do canal, ele muda.

Controle Remoto

“O melhor amigo de um homem, foi, é e será sempre o controle remoto.”

A partir daí, você, que está sozinho no teu quarto, com a porta fechada vendo TV, começa a brincar de Kama Sutra com o controle: vira de um lado, do outro, testa daqui, dali, testa um canal, aperta o volume, o menu, aperta todos os botões, vai e volta umas cinquenta vezes.

Quando você encontra a posição ideal do negócio, fica com abnóxia cerebral do tanto que fica sem respirar para o controle não sair do lugar. E, parece incrível, é nesse momento que vem aquela vontade louca, incontrolável de espirrar.

Pronto! Caiu o bagulho!

Nesse instante, o controle vira uma enguia mutante. Você vai tentar pegar, o “trem” escorrega da tua mão, vira do avesso, a TV sai do ar, porque você vai tentando pegar e aperta todos os botões sem querer. Você vai tentando, tentando, quando para trinta segundos pra descansar e olha o controle, ele tá fazendo um duplo twist esticado.

Quase trinta segundos depois, mais suado que tampa de panela e mais cansado que cozinheiro de lutador de sumô, você pega o controle, coloca na posição certinha, de tão estafado, acaba apagando profundamente. Hipnos e Morfeu vêm ao teu encontro e te dão um forte abraço.

Você tá dormindo na paz, quando escuta alguém dizer: “Esse moleque tá nesse sono ferrado por quê? Só ficou na TV o dia todo”?


Gabriel Pereira

Trinta anos, jornalista, escritor, sãopaulino semi-fanático, solteiro “sem alternativa”, “quase ex-gordo” , amante de política (por incrível que pareça), filho mais novo da Dona Paula e do “Crovão”, sobretudo, um cara que abomina Coxinhas Muito Coxinhas “Esquerdinhas muito esquerdinhas” , o mimimi e o politicamente correto.